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terça-feira, novembro 2

Miragem Perene


A terra onde resta a miragem perene,
entre o positivismo e o teleológico o nada propositivo.
O livro, as palavras, os discursos,
o pragmatismo faltante.
E o teu futuro espelhará a tua grandeza, terra adorada
Entre outras mil és tu, Brasil?

domingo, maio 16

Decidi voltar

E naquele tempo, clamavam...
O que nos resta é o desejo comum de voar. Ver a vida passar como que pássaros em direção ao horizonte infindo e indefinido, a sentir somente a brisa que toca o corpo causando conflito. Folha que percorre o curso do rio indica harmonia e não-mudança; folha que muda o sentido salta e ressalta o conflito natural existente. Conflito harmônico, conflito infinito, conflito que para e apara a realidade. Conflito que muda. E voar é a arte de se mover em intenso conflito com a natureza, talvez por isso seja tão difícil a natureza humana voar. Somos inicial e prematuramente avessos ao conflito. À medida que crescemos, melhor entendemos essa verdade que se consagra súbita e inquestionável, o que seria dizer que nos conformamos. Resta-nos a eterna esperança da harmonia. E, desenrolando, resta-nos almejar utopicamente, a cada momento do dia. Perfeição. De uma forma ou de outra a maioria quer o que não se tem. Acabam esquecendo de vislumbrar o memoramento do que se tem, do que se teve, do que se pode ter. Tão simples usar o mesmo verbo em três formas distintas a dizer nada parecido. E o curso do rio não muda. Fixa é o fluxo. Desde milênios, esse rio que aqui perpassa, do frígido ao caloso solo, se acaba por debaixo da terra. De longe está a alcançar a imortalidade do mar. E no infinito que se preza pelo prazer do saber vivido por poucos, desconhecido por muitos. E voar se torna uma atividade leve e fácil, como se impulso involuntário fosse flexionar os membros para o salto. E mesmo que a unidade do ideário não se hesite em fazer voar, se sente. Sentir como o pássaro, o animal do carma ao conflito. E andar, e falar, e levantar os braços em contrapartida, fica difícil. Tira-se um tento, se ganha o outro.

terça-feira, agosto 11

"Nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado"


O lixo é um problema sério. A sujeira. Todo mundo acha que fica livre do lixo quando tira ele de casa. Não se preocupa para onde ele vai, o que fazem com ele e muito menos o que fazer para reduzir seu lançamento num lugarzinho específico na sociedade.


Melhor sensação não há quando ao perímetro dos olhos tudo está limpo. Sinais de sensação contrária incomodam bastante, mas é incrível como se deixa amontoar sempre mais e mais entulho até que fique inevitavelmente visível. Daí fica cada vez mais difícil limpar.


É só depois de cansar-se de gastar energia nas várias etapas de limpeza que finalmente o ser humano aprende que pode evitar acumular sujeira. Organiza-se de forma a livrar-se aos poucos desse mal que aflige a nossa nação.


O lixo volta. A sujeira volta. E aí caímos na real de que não é tão fácil livrar-se deles. Deles.


É realmente um infortúnio, mas, o que fazer se nesse nosso mundo todo mundo produz lixo.

quinta-feira, julho 30

Eles só querem descobrir


Não há dúvidas, essa é a inquestionável preocupação. O barulho das chicotadas vindas do outro lado girizam a camada mais humana da nossa gente. Inquietação que passa do terrorismo ao tráfico, mas as mulheres sempre são e serão as primeiras dignas de salvação. Afinal, sabem perfeita e exatamente como elas se sentem usando algo que as esconde por completo, porque afinal são também humanos e não há nada que se faça diferenciar. Cultura. É impensável um mundo, o nosso que gosta e precisa se mostrar, se escondendo por trás de uma burca. Mais seguro, risco. Por debaixo daqueles panos realmente nunca poderão saber quem são e o que fazem. Verão, alguém assim, muito embaçado. Segurança. Legalizemos descobrir. E, quem se importa com as reais e verdadeiras preocupações?

segunda-feira, julho 27

Café com leite pra ficar fortinho e crescer


Elas viviam numa época que o povo num queria muito saber de conquistar seus direitos não. Os males da representatividade faziam o povo deixar na mão de poucos o que era de todo mundo. E os poucos gostavam mesmo disso. Afinal, estavam feito filho sem mãe em plena adolescência. Quando alguém sai, os hormônios afloram e o poder de tudo fazer domina a situação até que uma besteira ocorra. E eles não tinham pai nem mãe pra consertar as malfeitorias deles. Aí tinham que tentar crescer depressa pra ver se conseguiam pelo menos fazer uma gambiarrazinha que pelo menos provisoriamente limpasse a sujeira do quarto. Assim, comemoravam a esperteza, mas sujavam tudo de novo com a pizza que pediam. Maria não sabia por que eles gostavam tanto de pizza, ela gostava mesmo era de um pão de queijo e uma queimadinha feitos pela mãe. No início, não gostava de café. Depois a dureza na batalha do seu cotidiano a fez precisar. Sabia que se tentasse juntar com leite num ia dar muito certo. Ou tomava o leite puro, ou tomava o leite com um pouquinho de café. Assim, só ela. No seu mundo, leite com café ou café com leite sempre eram as preferências.

domingo, junho 7

Escola num Muro Escola


Pausa pra reflexão na mensagem que paira no muro recém-pintado da escola:

"O brilho da lua
me atrai pra rua"

Uma arte real e uma pobre rima literal. Uma arte em cima do patrimônio de poucos, de todos, do outro, que não é dele e que ele não tem. Uma rima vinda dos marginalizados que sofrem e se alegram.
O vandalismo é um meio de fazer correr adrenalina nas suas veias, no sangue misturado sangue. Porque nas suas festas não tem rock e não tem roll. Tem é pop porque não poupa ninguém levando tiro a queima roupa.


Vou cantar como os Mc's
sabe como é que é
encontrar os brother
pra dar um rolé.

E a substância
vou pegar na mina
pra enfrentar os mano
e pegar nas mina.

Vai me dar maior coragem
pra endoidar nessa viagem.

Colé véi, tá me estranhando
fica ai parado, tá é vacilando.

segunda-feira, maio 4

Gripe Suína ou Crise Financeira: Será o fim dos cofres de porquinhos?


O mundo está em crise. Toda sociedade alerta: pandemia. Virótica e de Falta de Dinheiro. Onde estão as crises? Em muitos lugares e em lugar algum. O homem erra, realimenta o erro – assim diria o efeito borboleta – e quem sofre somos todos nós. Temos agora é que apertar os bolsos e tampar o focinho.
Só mesmo a Teoria do Caos para comportar todo esse sistema complexo e dinâmico em que vivemos, a realidade. Afinal, do que o homem possui controle? Não sabe definir o passado, estudar o presente e prospectar o futuro. O caos está na “essência de tudo”, vivemos é numa pujança de aleatoriedade.
Continuaremos tentando, só assim poderemos entrar num estágio superior de intelecto. Ou será que a evolução é acompanhada de um aumento na complexidade das interações?
Muitas perguntas, poucas respostas. Mas pelo menos temos uma moral da história: Fique longe de aglomerações, assim evitam-se os batedores de carteira que te deixarão mais pobre e o compartilhamento de microorganismos viróticos que te deixarão doente.

quinta-feira, fevereiro 26

Conceitos, para quê?

O postado anterior iniciou-se em uma discussão e tomou outros rumos não previstos, porém, em contrapartida, vieram em boa hora. Agradeço honrosamente a presença de um amigo na discussão, e foi por essa repercussão que a discussão se segue. Retomando, eu disse que, “milhares de pessoas deram, dão e darão suas vidas para a descoberta da verdade através da ciência”, e que a verdade é algo inexistente, inalcançável, talvez, pensando agora, talvez tanto quanto a realidade. Bem, foi colocado na repercussão que a ciência é um meio e não propriamente um fim, válido, muito válido e concordo. Interrogo-me, será que a ciência não seria nada mais que uma arte, em que se resguarda a tentativa humana de negar suas origens subjetivistas, isto é, negar o indivíduo, e tentar – utopicamente, ou talvez não – criar uma “arte” isenta de opinião? Acho que vale considerar que tudo isso é uma questão de percepção e ainda, pautar tudo isso de acordo com onde se deseja chegar com isso. O meu amigo disse que “ela é apenas uma das manifestações das capacidades humanas, não o todo, e muito menos a mais importante”, genial, o ponto é exatamente esse. Já o que ele considerou em seguida, como o meio falho de se chegar na verdade, talvez seja não a questão do método, mas a questão das considerações, talvez também, os tão ditos, níveis de análise. Acho muito válido, e quero utilizar dessa “arte” para tentar aperfeiçoar o mundo, torná-lo um lugar em que todos tenham oportunidade e sei lá, vivam felizes? Acredito que não só a ciência coopera para isso. Nenhuma arte deve acabar, e nunca vai acabar enquanto existir o homem. O que devemos pensar é, desde quando os valores de homem, propagados pelos os ocidentais seriam os que nos levariam ao desenvolvimento. Até mesmo a noção desenvolvimento implica nisso. Ser desenvolvido, civilizado é ser ocidental, compartilhar esse costumes, e desde quando eles são melhores ou piores? Como já disse é uma questão de DIFERENÇA. A tentativa que deveria ser levada ao mundo, aos orientais talvez, deveria ser a de coexistir sem que nenhuma diferença impeça o “crescimento” do outro, impeça a ação da “cultura” do outro. É daí, que se desencadeiam muitas outras coisas, como por exemplo a questão de ter valores que são altamente conflitantes, ora é daí que seria passível de utilizar de uma liberdade civil? Talvez essa seja também, não tão infelizmente uma discussão eterna, em que é difícil, ceder, trocar, respeitar, mas são características humanas. Bem, parar-me-ei por aqui, essas dúvidas são acompanhadas também de muitas limitações. Apenas finalizando, se é que a dicotomia é uma das coisas que se tem no mundo, lembro que para existir o mal, basta existir o bem, para existir injustiça só basta existir a justiça, para existir o Ocidente, basta existir o Oriente.

domingo, janeiro 11

With or Without Horizon



Espero ansiosamente pelo novo álbum do U2 que será lançado no dia 02 de Março e terá influências de Led Zeppelin e Jack White. O que quer que “No Line on the Horizon” signifique (talvez uma abordagem da conjuntura global), esse nome me fez lembrar de como o horizonte belo horizontino mudou essa semana. Um horizonte real e incrivelmente belo nos acerca no crepúsculo (também nome de um filme-sucesso esses dias) após dias, em que, acima de nós persistia um céu acinzentado com longas chuvas que arruinaram e mudaram muitas vidas.


E é de vidas que se trata o novo filme de Gabriele Muccino, “Seven Pounds”, “Sete Vidas” e que traz o ator Will Smith. Há quem diga que foi um dos filmes que mais lhe fizeram chorar. Bem, apesar de reconhecer a atitude do personagem Ben Thomas em salvar vidas, enquanto a sua, para si próprio, não fazia mais sentido – perdeu-se o horizonte –, o filme não derramou, em mim, nenhuma lágrima. Desde o início o ambiente predominante é de inópia felicidade, e talvez tenha me sentido dessa forma. Porém, acredito que talvez tenha se forçado a barra demais, o filme segue o caminho oposto de início, meio e fim no que se diz respeito ao que o filme traz de sentimental, mas isso não precisava ser completamente exposto da forma que foi. A história com certeza traz um exemplo, Will Smith é um bom ator, faz seu trabalho direitinho, mas em termos de produção cinematográfica credito não muitos méritos.


Assistam e tirem suas próprias conclusões.