
A terra onde resta a miragem perene,
entre o positivismo e o teleológico o nada propositivo.
O livro, as palavras, os discursos,
o pragmatismo faltante.
E o teu futuro espelhará a tua grandeza, terra adorada
Entre outras mil és tu, Brasil?


O postado anterior iniciou-se em uma discussão e tomou outros rumos não previstos, porém, em contrapartida, vieram em boa hora. Agradeço honrosamente a presença de um amigo na discussão, e foi por essa repercussão que a discussão se segue. Retomando, eu disse que, “milhares de pessoas deram, dão e darão suas vidas para a descoberta da verdade através da ciência”, e que a verdade é algo inexistente, inalcançável, talvez, pensando agora, talvez tanto quanto a realidade. Bem, foi colocado na repercussão que a ciência é um meio e não propriamente um fim, válido, muito válido e concordo. Interrogo-me, será que a ciência não seria nada mais que uma arte, em que se resguarda a tentativa humana de negar suas origens subjetivistas, isto é, negar o indivíduo, e tentar – utopicamente, ou talvez não – criar uma “arte” isenta de opinião? Acho que vale considerar que tudo isso é uma questão de percepção e ainda, pautar tudo isso de acordo com onde se deseja chegar com isso. O meu amigo disse que “ela é apenas uma das manifestações das capacidades humanas, não o todo, e muito menos a mais importante”, genial, o ponto é exatamente esse. Já o que ele considerou em seguida, como o meio falho de se chegar na verdade, talvez seja não a questão do método, mas a questão das considerações, talvez também, os tão ditos, níveis de análise. Acho muito válido, e quero utilizar dessa “arte” para tentar aperfeiçoar o mundo, torná-lo um lugar em que todos tenham oportunidade e sei lá, vivam felizes? Acredito que não só a ciência coopera para isso. Nenhuma arte deve acabar, e nunca vai acabar enquanto existir o homem. O que devemos pensar é, desde quando os valores de homem, propagados pelos os ocidentais seriam os que nos levariam ao desenvolvimento. Até mesmo a noção desenvolvimento implica nisso. Ser desenvolvido, civilizado é ser ocidental, compartilhar esse costumes, e desde quando eles são melhores ou piores? Como já disse é uma questão de DIFERENÇA. A tentativa que deveria ser levada ao mundo, aos orientais talvez, deveria ser a de coexistir sem que nenhuma diferença impeça o “crescimento” do outro, impeça a ação da “cultura” do outro. É daí, que se desencadeiam muitas outras coisas, como por exemplo a questão de ter valores que são altamente conflitantes, ora é daí que seria passível de utilizar de uma liberdade civil? Talvez essa seja também, não tão infelizmente uma discussão eterna, em que é difícil, ceder, trocar, respeitar, mas são características humanas. Bem, parar-me-ei por aqui, essas dúvidas são acompanhadas também de muitas limitações. Apenas finalizando, se é que a dicotomia é uma das coisas que se tem no mundo, lembro que para existir o mal, basta existir o bem, para existir injustiça só basta existir a justiça, para existir o Ocidente, basta existir o Oriente.
