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sábado, abril 17

Ave


Gavião, por que tão próximo?
De onde surges? Como ficara? Se o que te chama é delível e já chega.
Gavião, não tens alma má e egoísta, tens fome e olhos avassaladores.
Não és gavião, és águia. Se te olho não tenho dúvidas, mas se me olhas abarroto-me delas. Nunca saberemos mesmo quem somos!
Nem nas aparências, nem na perseverança.
Voa, voa na luz da manhã. E só voa, e só voa. Não entendo.
Sabiá não te deixou também não te levou. Esqueça.
Seria pior esquecer-se de si...
...não se deixe só gavião. Não se deixe só.
Sem medo, pode se aproximar.
As flores são doces e belas não duvide de sua aparência,
mas dessa imagem que reflete na água enquanto voa.

sexta-feira, março 26

Erros de Minalua


Galinha D’Angola tem medo de tudo, desconfiada que só ela, foge de todo mundo. Mas ela é bonita demais, enquanto ela foge e corre, sua sainha vai balançando, é a coisa mais alegre desse mundo.
Minalua adorava sua D’Angola, queria muito dar uma folha de alface no seu bico, mas a D’Angola sempre saia correndo e a Minalua saia chateada.
Ela chamava a D’Angola, vinha pato, marreco e até a galinha cocoricó, só num vinha ela, se fazendo de difícil com seu ralinho penteado preto e branco de dar dó.
Minalua ficou com raiva, decidiu dar a D’Angola para sua prima.
A D’Angola acabou sentido falta da Minalua, ficou triste, adoeceu e morreu. Minalua ficou triste, não sabia que a D’Angola gostava dela, afinal a bichinha sempre fugia!
Então, a menina adotou outra galinha. Fez um cantinho especial para ela dormir e até um refeitório. Assim, ela podia dar o alface que não comia no almoço para a galinha sem ter que correr atrás dela. A D’Angola não iria mudar mesmo, sentir medo era de sua natureza, Minalua que teria de adaptar.
Minalua gostava mesmo da sua D’Angola. Corria atrás dela só para ver sua sainha arrebitada se alterar entre o preto e o branco. Mas o alface ela deixava lá, para a galinha se aproveitar enquanto tivesse vontade.
Foi assim até que Minalua mudou para um apartamento. E não podia levar sua D’Angola.
Ia embora sem se despedir, a D’Angola ficou sem seu alface do dia e correu atrás da Minalua enquanto ela chorava. Minalua, atrás do carro, se afastava, e a D’Angola corria para cantar a sua amiga ao menos uma melodia, Adeus...

sexta-feira, novembro 20

Uma saudação de louvor: O futuro há uma semana já passou



Rua, rua, rua, o universo é uma grande rua. Encontrou-se água na Lua. Já dividiram até lotes. Quantas sortes! Mas, o silício já tá pedido. O daqui já ta perdido. Encontrou-se água. Encontrou-se água. Encontrou-se a solução. Hahaha vão poder lamber sabão. Acabou-se o problemão. Vão mandar gente prá Lua. Refugiado ganhou casa. Todo mundo foi pra lua. O coelhinho saiu da toca. E a águia também... Deus proteja nosso satélite. Amém Amém Amém

quarta-feira, julho 8

segunda-feira, junho 8

Resposta


Olá,
Independente de estar feliz ou triste externamente, eu ainda guardo uma sensibilidade tendenciosamente alegre dentro de mim, e sou capaz de reconhecer isso. As expressões contraditórias que transcendem meu eu, não passam de regras estritamente fisiológicas que transpassam o controle da minha racionalidade e até mesmo meu tão dito auto-controle, citado por especialistas. Por mais preponderantemente auto-equilibrada que seja e me faça, em alguns momentos, como disse algo foge ao meu controle. Bem, isso não é de todo mal.
Digo isso porque, mesmo não tão equilibrada mas ainda sensível, sempre estarei a adorar o que sempre admirei.
Me falaram para contemplar a linda lua cheia que se mostrava em um céu límpido. Ironia momentânea, ao abrir a janela o que vi foram somente inúmeras pequenas nuvens acinzentadas belamente intercaladas em um tirante a negro céu.
Um pouco tempo depois, voltando a olhar com esperanças de que me surpreenderia, o ineditismo se fazia presente apenas num singela, pequena e longínqua estrela a brilhar.
Olharei novamente, e procurarei pelo astro na mesma fase em que vi quando abri as portas para esse mundo. Ainda hoje, não vi São Jorge e seu dragão, mas os verei em breve. Perdoe-me então por não ter visto, o infinito, da mesma forma.
Abraços,
Garotinha
Fig.: A Noite Estrelada, Vincent Van Gogh (1889-1890) 73,7 x 92,1 cm. The Museum of Modern Art, New York.