Um copo de uísque. Sem gelo, era caubói. E lá ele estava só, na varanda da taberna a pensar na sua passante. Chamava de sua, pois sabia que um dia a teria, achava que o amor funcionava assim como um jogo fácil de apostar. Estava lá fora sem seus amigos por que sabia que era naquela hora que ela voltava para casa com flores repousadas na cesta. Ela parecia andar sempre de forma imediata quando ele se punha a admirar o balançado que, sem igual, embelezava seu vestido sutilmente encardido de terra. Chamavam-lhe a atenção as pequenas flores enfeitando sua trança. Alguns fios de seu cabelo já haviam se soltado ao longo do dia e dançavam juntamente com ela naquele rosto de pele delicada e semblante avoado. Tomou mais um último gole da bebida. Dessa vez estava decido que falaria com ela. Bateu o copo na mesa, bronco que era. Levantou-se e ao invés de caminhar, parou. Um grito a chamá-la, ele ouviu. Quando viu a estrela ligada ao peito não acreditou que a voz vinha do admirado xerife da vila. Ao invés de ir ao encontro então, entrou para apostar com os amigos e aproveitar a música no salão. Pouco tempo depois, com o tempo já sombrio e apostas ganhas, saiu, foi marchar junto ao seu Corcel Negro para seu canto do velho oeste. Com a sua dona nos pensamentos voltaria e a conseguiria.